Por Isabela e Flávia

2013


As luzes se apagam e acendem durante todo o ano.
Acho que são as luzes que nos causam instabilidade emocional já que nem elas permanecem acesas.
Elas queimam com mau uso ou com o excesso de uso, se até as luzes queimam, por que não queimaríamos também?
Por que não entraríamos em curto se as luzes entram?
E se tentássemos manter essa luz acesa durante todo o ano?
Seríamos melhores? Seríamos mais calmos ou pacientes?
E se tentássemos colocar cores nessas luzes?
E se tentássemos simplesmente manter os olhos abertos por todos os 365 dias?
E se tentássemos apenas viver na claridade?
Será que nos ajudaria?
E se começássemos o ano durante a manhã ao invés de iniciar meia noite?
E se apenas continuarmos com as luzes apagadas, mas mantivermos os olhos bem abertos?
E se resolvermos começar esse ano aprendendo a enxergar na escuridão desses dias pra que eles voltem a clarear diante de nossos olhos?
E se mudarmos qualquer grão de lugar na praia, isso ajudaria?
E se apenas aprendermos o que é amar?
E se fossemos esses grãos, por que não mudaríamos por livre vontade?
E se superarmos o medo do medíocre tentando ser menos medíocre todo dia?
E se simplesmente começarmos a nos olhar como realmente somos?
E se tirarmos a maquiagem?
E se tirarmos toda essa roupa?
E se estivessemos limpos de todo um mundo que nos ronda?
E se nada disso acontecer?
E se a vida for só isso?
E se cada uma dessas coisas não acontecer?
E se tudo isso acontecer?
E se resolvermos dar um passo pra trás ou três pra frente?
E se 2013 resolver mudar?
E se você resolver mudar 2013?







Queijos e vinhos



Essa noite era cada vez mais comum por aqui,
nos reuníamos, bebíamos os melhores vinhos, 
comíamos os melhores queijos,
acendíamos as melhores e mais cheirosas velas,
usávamos as melhores taças e os melhores guardanapos.
Falávamos besteira, víamos um bom filme.
Mas o importante era estarmos ali, todos juntos, na mesma sintonia,
na mesma mesa, no mesmo assunto.
Eram os queijos, os vinhos, os amendoins, a Edith Piaf tocando no computador e a vontade de estarmos juntos, estarmos perto, estarmos em casa, estarmos na mesma mesa, podendo nos perder em olhares, pra depois nos encontrarmos pela suavidade do perfume, e fazermos um brinde a nossa relação indefinida. Era mais que amizade, era amor, carinho e compaixão.
Éramos mais que amigos, éramos almas gêmeas e isso nunca acabou.








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