sábado, 18 de julho de 2015

19 de Julho de 2015

Sento na sacada, fria, de pijama com calça florida em tons claros de azul e rosa.
Só observo as luzes da cidade. Daqui do quarto andar de uma avenida pouco movimentada, vejo o cemitério, onde meus antepassados deixaram seus corpos serem devorados por insetos e bichos peçonhentos.
De um lado tanta luz e de outro tamanha escuridão.
Gosto mesmo é de ser madrugada e ter esse barulho silencioso e calmo. Não falta som, mas o ar muda esse horário e posso sentir a leveza.
Estou um ano mais velha e quando acordar sentirei o peso de um ano a mais nas pernas e costas. Esse ano a data está sendo diferente das últimas duas. Menos felicidade fácil e mais consciência do tempo.
Me deixo sentar sozinha num lugar solitário, numa cidade cheia de vazios.
É meu aniversário e não tem nada de especial nele.
É o primeiro aniversário solitário.
Estou rodeada de pessoas que amo, mas ainda me falta você pra conversar e fumar um cigarro nessa sacada, cobrindo esse vento frio que por aqui passa.
Que melancolia é essa data!
Que agonia é estar hoje sozinha.

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